Informações gerais

Avanço contínuo nas duas décadas de concessão

Desde que as ferrovias foram concedidas à iniciativa privada, processo iniciado a partir de 1996, o transporte ferroviário de carga tem sofrido uma profunda transformação, pois as empresas filiadas à ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários) buscam continuamente o aperfeiçoamento de suas atividades. Esse esforço contínuo reflete-se nos números do setor, como apresentados a seguir.

As ferrovias de cargas ampliaram significativamente o volume transportado, que atingiu o recorde de 492 milhões de toneladas úteis em 2015, representando um aumento de 94,4% desde 1997 – época do início das concessões, quando foram movimentadas 253 milhões de toneladas úteis – e um crescimento de 6,15% sobre o volume transportado em 2014 (464 milhões).

 

Aumento da produtividade (em TKU)

As ferrovias brasileiras também ganharam eficiência no período de concessão, o que pode ser representado pelo crescimento da produção ferroviária, que é calculada pela medida que indica o número de toneladas de carga movimentada a cada quilômetro. No ano passado, foram 332 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil), aumento de quase 8% sobre o resultado de 2014 (308 bilhões de TKU). Desde o início das concessões, o crescimento foi de 142%.

 

Investimentos na malha concedida à iniciativa privada

Desde o início das concessões, ocorridas entre 1996 e 1997, as ferrovias já investiram R$ 50,829 bilhões, que foram destinados, principalmente, na melhoria e na recuperação da malha, na compra e na reforma de material rodante, além da aquisição de novas tecnologias, capacitação profissional, qualificação das operações, entre outros. Além disso, as concessionárias investiram mais de R$ 9 bilhões nos projetos de expansão da malha (Ferronorte, Nova Transnordestina e duplicação da Estrada de Ferro Carajás).

 

Material rodante

As concessionárias de ferrovias de carga associadas à ANTF têm ampliado os investimentos anualmente e os recursos bateram um recorde em 2015. No total, foram aplicados R$ 6,824 bilhões, uma alta de 15,85% em relação ao resultado de 2014 (R$ 5,938 bilhões). Esses investimentos possibilitaram um expressivo crescimento na frota de material rodante. Em 1997, as ferrovias contavam com 1.154 locomotivas. No ano passado, já somavam 3.182 unidades, um aumento de 176%. No mesmo período, o número de vagões passou de 43.816 para 103.098, alta de 135%.

 

Redução do Índice de Acidentes

Entre 1996 e 2015, as ferrovias associadas à ANTF reduziram mais de 80% o índice de acidentes, alcançando padrões internacionais de segurança.

 

Transporte “ecologicamente correto”

Um vagão graneleiro de 100 toneladas substitui a movimentação de quase quatro caminhões, reduzindo a poluição e os congestionamentos nas estradas e nos centros urbanos.

 

Geração de empregos diretos e indiretos

O número de empregos diretos e indiretos no setor cresceu quase 140% desde 1997, pois passou de 16.662 para 39.741, em 2015.

 

Participação na Matriz de Transportes

Nesses 20 anos de concessão à iniciativa privada, as ferrovias ampliaram a participação na matriz de transporte do Brasil e respondem por cerca de 25% de “share”. Mas ainda há espaço para crescer. Veja dados comparativos nos dois gráficos abaixo:

 

comparacao

 

O Brasil apresenta baixa densidade da malha, se comparado a países de dimensões continentais, como Canadá, Índia e China, e mesmo diante de seus pares na América Latina, como México e Argentina.

 

densidade

 

Para se ter uma ideia da importância das ferrovias na logística, mais de 90% dos minérios chegam aos portos pelos trilhos. O modal responde pelo transporte de 35% das commodities agrícolas exportadas; no caso do açúcar, esse índice é de cerca de 55%.

 

Intermodalidade

Apesar de o transporte de minério e carvão representar aproximadamente 80% do volume total, as ferrovias têm procurado diversificar as cargas transportadas. A movimentação de contêineres, por exemplo, tem revelado uma expansão bastante positiva. Desde 1997, a movimentação de contêineres cresceu 130 vezes. Em 2015, foram quase 450 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), alta de 12,8% em relação ao ano anterior, quando foram mais de 399 mil TEU.

 

Dados internacionais

O transporte ferroviário de cargas, um dos meios mecanizados de transporte precursores na movimentação de carga no mundo, ainda desempenha um papel fundamental na logística mundial. As principais economias do mundo têm a ferrovia como um dos básicos meios de transporte de cargas.

A maior malha ferroviária do mundo é a norte-americana: quase 225 mil quilômetros. O país também lidera na movimentação de cargas. No ano passado, segundo dados da Association of American Railroads (AAR), as ferrovias dos Estados Unidos transportaram 2.805.960 milhões de TKU, volume 5,7% inferior ao de 2014 (2.976.408 milhões de TKU).

Contudo, a Rússia é o país onde as ferrovias contam com maior representatividade na matriz de transporte – aproximadamente 80%. Conforme dados da International Union of Railways (UIC), no ano passado, aquele país movimentou 2.304.758 milhões de TKU, um aumento de 0,27% em relação ao resultado de 2014 – 2.298.564 milhões de TKU.

Apesar da queda de 14,23% no volume em 2015, a China tem ampliado o volume de carga e já movimenta 1.980.061 milhões de TKU, mas já atingiu a marca de 2.308.669 milhões de TKU em 2014.

Apesar de a malha brasileira ser pequena frente à malha desses países, as concessionárias de ferrovias de carga associadas à ANTF atingiram um elevado ganho de produtividade, graças aos investimentos crescentes e contínuos realizados nas duas últimas décadas.

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