Carga geral estabelece novo recorde

Escrito por: Antf | postado em: 12/05/2020

Produção ferroviária total aumentou 167% em TKU desde o início da série histórica, apesar de redução em 2019

 

Desde o início das concessões, processo ocorrido há mais de duas décadas, as ferrovias voltaram a exercer um papel de destaque na logística brasileira. Apesar de a malha ferroviária do País ter cerca de 29 mil km, densidade pequena em relação a outros países com dimensões continentais, as ferrovias têm ampliado de forma robusta os seus índices de produtividade.

A gestão das empresas concessionárias associadas à ANTF garantiu um robusto aumento da eficiência das ferrovias nas últimas duas décadas. Em 2019, a produção ferroviária atingiu 366 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil), o que significa uma elevação bem acima do crescimento do PIB, de 167%, desde o início das concessões — a produção era de 137 bilhões de TKU em 1997.

No ano passado, contudo, pela primeira vez desde o início dessa série histórica, o setor experimentou uma redução no volume total transportado: queda de 10%. Essa redução pontual, mas atípica, deve-se, sobretudo, ao impacto provocado pela interrupção da produção de minério de ferro de algumas operações no país, especialmente em Brumadinho. Mesmo assim, a média anual de crescimento permaneceu em níveis bastante vigorosos: 4,6%.

O avanço medido em toneladas úteis (TU) foi igualmente expressivo nesse mesmo período: o transporte anual de cargas atingiu 493 milhões de toneladas, bastante superior ao volume de 1997, de 253 milhões de toneladas; aumento de 95%.

A boa e melhor notícia veio da Carga Geral: em 2019, as ferrovias estabeleceram um novo recorde anual, com o transporte de 107,8 bilhões de TKU e 130,9 milhões de TU, e aumentos de 4,2% e 2,2%, respectivamente, em relação a 2018. A movimentação de Carga Geral é muitas vezes feita por contêineres e revela uma diversificação bastante relevante no portfólio de produtos: de cerveja a televisores, de ovos embalados a vidro, de materiais de higiene e de limpeza a carnes e bebidas, todos eles incorporados às carteiras das concessionárias associadas à ANTF.

A rigor, trata-se de uma mudança de paradigma para o setor ferroviário: ele continua fortíssimo no transporte de commodities minerais e agrícolas, essenciais para a economia brasileira. Mas é cada vez maior o destaque aos produtos industrializados. E não por acaso. Ao contrário do que se costuma pensar, as ferrovias são ideais para o transporte de produtos sensíveis e/ou de alto valor agregado, porque — sobre trilhos — vagões e mesmo composições inteiras não sofrem grandes oscilações ao longo do trajeto, o que explica, em grande medida, os exemplos acima.

É por intermédio das ferrovias que grandes volumes de commodities chegam aos portos brasileiros, o que permite a elevação contínua das exportações, ampliando o superávit do comércio exterior brasileiro. Atualmente, mais de 40% das commodities agrícolas chegam aos portos por ferrovia, e esse número é ainda mais acentuado quando se trata de açúcar (cerca de 50%) e minérios (mais de 92%).

Para garantir a continuidade do crescimento das ferrovias de carga e manter a sua grande contribuição para a economia brasileira, é preciso o reconhecimento do trabalho já desenvolvido pelas concessionárias e ampliar a capacidade da malha existente, possibilitando que os trilhos cheguem a outros importantes polos produtores do País.

 

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