Informações gerais

O SETOR FERROVIÁRIO DE CARGA BRASILEIRO

 

Movimentação ferroviária — Toneladas Úteis

Em 2021, o setor ferroviário de carga brasileiro mostrou sinais de retomada do crescimento apresentando uma evolução de 3,6%, 506,8 milhões de toneladas úteis (TU), em comparação a 2020, 489 milhões de TU, e 2% em comparação a 2019, 494,5 milhões de TU, período pré-pandemia.

Em mais de duas décadas de concessões, as associadas a ANTF apresentaram um crescimento de 100,1% na movimentação de cargas pelas ferrovias, em relação a 1997 — época do início das concessões, quando foram movimentadas 253 milhões de toneladas úteis; tendo assim um crescimento anual médio de 2,93%, conforme apresentado no gráfico abaixo.

 

 

Produtividade (medida em Tonelada por Quilômetro Útil — TKU)

Em relação à produção ferroviária, o setor também apresentou sinais de retomada do crescimento da produção ferroviária, sendo essa dimensionada pelo número de toneladas de carga movimentada a cada quilômetro. Em 2021, foram 371,4 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil), o que representa um crescimento de 1,8% em relação a 2020, ou 365 bilhões de TKU, e de 1% sobre o resultado de 2019 (366 bilhões de TKU) — período pré pandemia.

Tal aumento foi alavancado pelo crescimento no transporte de produtos da indústria siderúrgica, cimenteira e de construção civil. Já em relação às commodities, os números foram dentro do esperado, com grande destaque para o transporte do complexo de soja (soja e farelo de soja), que apresentou um crescimento de 14%.

Na sua série histórica, o setor experimentou sucessivos — e vigorosos, sempre acima do PIB — índices de crescimento, ano a ano. Desde o início das concessões, o crescimento em TKU foi de 171%, gerando um crescimento anual de 4,2%, conforme apresentado no gráfico abaixo.

 

 

 

 

Investimentos na malha concedida à iniciativa privada

Desde o início das concessões e até dezembro de 2021, as ferrovias já investiram mais de R$ 85 bilhões (valores correntes), que representam mais de R$ 141,9 bilhões se atualizados pelo IPCA. Esses recursos foram destinados, principalmente, para melhoria e recuperação da malha, compra e reforma de material rodante, e aquisição de novas tecnologias, capacitação profissional, qualificação das operações, entre outras áreas.

 

 

Material rodante

Com investimentos expressivos realizados em 2021, verificou-se um elevado crescimento na frota de material rodante. Em 1997, as ferrovias contavam com 1.154 locomotivas; em 2021, já somam 3.297 unidades, representando um aumento de 186%. No mesmo período, o número de vagões passou de 43.816 para 114.974 — alta de 162%.

 

Redução do Índice de Acidentes

Em 2021 as ferrovias associadas à ANTF apresentaram novamente o menor Índice de Acidentes Ferroviários — IAF de toda a série histórica do setor: redução de 86,65% em relação a 1996, e mantendo, uma vez mais, os altos padrões internacionais de segurança.

 

 

Transporte “ecologicamente correto”

Um vagão graneleiro modelo HPT possui capacidade de transportar aproximadamente 100 toneladas de carga, o equivalente a cerca de três caminhões graneleiros (com capacidade aproximada de 33 toneladas de carga). Uma composição ferroviária composta por 120 vagões é capaz de transportar o equivalente a 368 caminhões graneleiros, ocasionando uma redução considerável da emissão de dióxido de carbono: segundo dados do Instituto de Logística e Supply Chain — Ilos, quando comprado ao rodoviário, o modal ferroviário emite menos cerca de 85% dióxido de carbono (CO2).

De acordo com dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), em 2020 o modo ferroviário de cargas foi responsável por aproximadamente 2,9% das emissões nacionais de  oriundas do setor de transporte de carga.

 

Geração de empregos diretos e indiretos

O número de empregos no setor (entre diretos e indiretos) cresceu 209% desde 1997: passou de 13.506 (naquele ano) para 41.744 em 2021.

 

Participação na Matriz de Transportes

Nesses mais de 25 anos de concessão à iniciativa privada, as ferrovias ampliaram a participação na matriz de transporte de cargas do Brasil — que corresponde hoje, de acordo com o PNL – 2035, a 21,5% de “share”. Mas ainda há espaço para crescer. Veja dados comparativos no gráfico abaixo:

 

 

O Brasil ainda apresenta baixa densidade da malha se comparado a países de dimensões continentais, como Canadá, Índia e China, e mesmo diante de seus pares na América Latina, como México e Argentina.

 

 

Fontes: Ministério das Ferrovias da Índia, World Factbook, Departamento de Transportes da África do Sul, Governo do México, Ministério dos Transportes da Rússia, Agência Nacional dos Transportes Terrestres.

 

Para se ter uma ideia da importância das ferrovias na logística, em 2021 mais de 93% do minério de ferro exportado chegou aos portos brasileiros por trilhos. O modo ferroviário responde pelo transporte de mais de 49% dos granéis sólidos agrícolas exportados e, no caso do açúcar, esse índice é de quase 53%; no de milho, 58%, e no complexo de soja (soja e farelo) as ferrovias transportaram mais de 46% do volume exportado.

 

Intermodalidade

Apesar de o transporte de minério e carvão representar mais de 70% do volume total, as ferrovias têm diversificado suas cargas transportadas. A movimentação de contêineres, por exemplo, tem revelado uma expansão bastante positiva. Desde 1997, a movimentação de contêineres cresceu cerca de 138 vezes, com um aumento médio anual de 23%.

Em 2021, foram mais de 483 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) transportados por ferrovias, uma evolução positiva de 3,3% em relação a 2020 (468 mil TEUs).

Os contêineres transportados pelas ferrovias estão cada vez mais cheios. Em 2021, a produção de transporte foi de cerca de 3,84 bilhões de TKU (4,18 considerando cheios e vazios), contra cerca de 3,39 bilhões de TKU, em 2020 (3,73 considerando cheios e vazios). Os números representam um avanço de 13% na produção de transportes de contêineres cheios. Em Tonelada Útil (TU), o aumento foi de 5,7%.

 

 

 

Dados internacionais

As ferrovias — um dos meios mecanizados de transporte precursores na movimentação de cargas no mundo — ainda desempenham um papel fundamental na logística mundial. Muitas das principais economias do mundo têm a ferrovia como um dos meios básicos e eficientes de transporte de cargas.

Em 2021 as ferrovias dos Estados Unidos apresentaram um crescimento de 6,6% no transporte de cargas em comparação ao ano de 2020, e uma evolução de 4,9% no transporte de contêineres, de acordo a Association of American Railroads – AAR.  A malha ferroviária norte-americana é a maior do mundo, com cerca de 140 mil milhas (aproximadamente 293,56 mil quilômetros).

Com uma representatividade de 81% na matriz de transporte, as ferrovias russas apresentaram em 2021 um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Sea News.

Apesar de a malha brasileira ser pequena frente à malha desses países, as concessionárias de ferrovias de carga têm atingido um elevado ganho de produtividade graças aos investimentos crescentes e contínuos realizados nas duas últimas décadas e meia.

 

 


Fontes dados internacionais:

Informações do Setor

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