CARGA GERAL: EXPANSÃO ANUAL MÉDIA CHEGA A 4,1%

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Produção ferroviária total aumentou 170,5% em TKU desde o início da série histórica, com uma redução de 0,1% em 2022 e crescimento anual médio de 4,1%.

Desde o início das concessões, processo ocorrido há mais de duas décadas e meia, as ferrovias voltaram a exercer um papel de destaque na logística brasileira, e têm ampliado de forma significativa os seus índices de produtividade.

A gestão das empresas concessionárias associadas à ANTF garantiu um robusto aumento da eficiência das ferrovias nos últimos anos. Em 2022, a produção ferroviária atingiu 371,1 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil), o que significa uma elevação de 170,5% desde o início das concessões — a produção era de 137 bilhões de TKU em 1997.

O avanço medido em toneladas úteis (TU) foi igualmente expressivo nesse mesmo período: o transporte de cargas atingiu 500,8 milhões de toneladas, bastante superior ao volume de 1997, de 253 milhões de toneladas; aumento de 98%.

O transporte ferroviário de Carga Geral em 2022, apresentou um crescimento de 11,7% em sua produção (TKU) em comparação a 2021, saindo de 109,7 bilhões de TKU para 122,3 bilhões de TKU, já na movimentação de carga esse crescimento foi de 6,4%, saindo de 133,2 milhões de TU em 2021 para 141,7 milhões de TU em 2022. Quando comparado a 1997 – início das concessões – esse crescimento é de 111% na movimentação (TU) e 353,8% na produção (TKU). Com tal crescimento o transporte de carga geral representa 33% da produção ferroviária e 28% da carga movimentada.

A movimentação de Carga Geral é muitas vezes feita por contêineres e revela uma diversificação bastante relevante no portfólio de produtos: de cerveja a televisores, de ovos embalados a vidro, de materiais de higiene e de limpeza a carnes e bebidas, todos eles incorporados às carteiras das concessionárias associadas à ANTF. O transporte de carga conteinerizada em 2022 teve um crescimento de 19% em comparação a 2021, sendo transportado mais de 575 mil TEUs, gerando um crescimento anual de 22,7%.

A rigor, trata-se de uma mudança de paradigma para o setor ferroviário: ele continua fortíssimo no transporte de commodities minerais e agrícolas, essenciais para a economia brasileira. Mas é cada vez maior o destaque aos produtos industrializados. E não por acaso. Ao contrário do que se costuma pensar, as ferrovias são ideais para o transporte de produtos sensíveis e/ou de alto valor agregado, porque — sobre trilhos — vagões e mesmo composições inteiras não sofrem grandes oscilações ao longo do trajeto, o que explica, em grande medida, os exemplos acima.

É por intermédio das ferrovias que grandes volumes de commodities chegam aos portos brasileiros, o que permite a elevação contínua das exportações, ampliando o superávit do comércio exterior brasileiro. Atualmente, cerca de 48% das commodities agrícolas chegam aos portos por ferrovia, e esse número é ainda mais acentuado quando se trata de açúcar e milho (cerca de 50%) já o transporte de granéis minerais ultrapassa 90%.

Para garantir a continuidade do crescimento das ferrovias de carga e manter a sua grande contribuição para a economia brasileira, é preciso o reconhecimento do trabalho já desenvolvido pelas concessionárias e ampliar a capacidade da malha existente, possibilitando que os trilhos cheguem a outros importantes polos produtores do País.

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Cronologia:

Século XVII – Vagões de madeira, circulando em trilhos de madeira, são utilizados em minas de carvão do norte da Inglaterra.

1776 – Trilhos de madeira são substituídos por trilhos de ferro, nas minas de carvão de Shropshire, Inglaterra.

1801 – Autorização do governo inglês para exploração da primeira ferrovia de carga: a Surrey Iron Railway.

1803 – Início da operação na Surrey Iron Railway, ligando Wandsworth a Croyden, Inglaterra, com tração animal.

Emprego da tração animal em ferrovias

1804 – Richard Trevithick testa o emprego de locomotiva a vapor para substituir a tração animal, sem sucesso, pois essa máquina mostrou-se incapaz de subir pequenas rampas por falta de peso para produzir aderência.

1807 – Início da operação da primeira ferrovia de passageiros: a Oystermouth Railway, na Inglaterra, com tração animal.

1812 – Emprego de locomotiva a vapor, com rodas e um dos trilhos dentados (semelhantemente a uma cremalheira), na Middleton Railway, Inglaterra, para superação dos problemas de aderência.

1825 – Abertura ao tráfego da Stockton e Darlington Railway, Inglaterra, onde foi empregada uma locomotiva a vapor com razoáveis condições de tração e aderência, projetada por George Stephenson.

Locomotiva a vapor de Stephenson

1828 – Promulgada, no Brasil, a Lei José Clemente, que autoriza a construção de estradas no País, por empresários nacionais ou estrangeiros.

1830 – A Liverpool e Withstable Railway, Inglaterra, substitui toda a tração animal por locomotivas a vapor.